Mostrar mensagens com a etiqueta desemprego. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desemprego. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Solidariedade



Foi com agrado que ao abrir o Facebook, a primeira notícia que vi, falava sobre esta reportagem da SIC. Normalmente, sou logo confrontada com más notícias, por isso esta fez com que o dia começasse de forma diferente. A reportagem fala sobre a história de um sem-abrigo, que o é há 16 meses, vítima do desemprego. Ora sem emprego, ficou sem casa e portanto, passou a viver nas ruas com o seu melhor amigo, o seu cão.Assistam a Reportagem na íntegra, vale a pena :)

Ao senhor Mário José da Guia foi-lhe dada a opção de viver numa habitação social, só para isso, teria que abandonar o seu melhor amigo uma vez que não aceitavam animais. O que ele fez? Recusou um tecto e todas as noites dorme no frio das ruas, protegido por Tom. Confesso que essa atitude me tocou e me fez pensar naquela velha frase que diz "Quem menos tem, muitas vezes é quem mais dá". O que este senhor tem é pouco ou quase nada, mas o que tem, divide com aquele que todos os dias está ao seu lado e ouve os seus lamentos.

Todavia, após a reportagem da SIC, uma onda de solidariedade foi ao encontro deste senhor que agora passará a ter mais do que um tecto, mas também um emprego e alimentação. Resultado da Reportagem.
Fiquei feliz por ver este desfecho e por constatar que existe muita gente de bom coração que se comoveu e estendeu a mão a estas vidas tão injustamente castigadas.

Oxalá outros também sejam ouvidos.
Desejo tudo de bom a estes dois.

*


sábado, 13 de outubro de 2012

A crise continua a justificar tudo (...) ?


Reconfortante abrir as páginas dos jornais online e constatar que mais de metade dos títulos reflectem não só um país, mas uma Europa cada vez mais debilitada e sem saber ao certo o que fazer com o problema que tem em mãos. A receita portuguesa à semelhança de outros países continua sempre a mesma -> Austeridade! Ainda que várias vozes se ergam, agora até o próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) também admite que essa palavrinha e as suas consequências estão a devastar economias e não a salvá-las.

Tendo isto em conta, mais concretamente em Portugal ultimamente corta-se em tudo e nos mais variados sectores. Sem querer menosprezar outras actividades, penso que os cortes na Educação são uns do que me chocam mais na medida em que acredito que é através do investimento nesta área que se conduz ao desenvolvimento do país. Nesse aspecto, recordo com algum agrado um vídeo de um fenómeno da internet, Felipe Neto que num vídeo em que falava nos políticos e da importância do investimento na educação. Para os curiosos aqui fica o vídeo que aconselho que visualizem, não só pelo humor, mas também para chegarem à conclusão que a realidade brasileira que ele apresenta não é assim tão diferente da portuguesa.

Contudo, em vez do investimento na educação, estes são uns dos títulos que marcam os jornais portugueses:"Média dos exames volta a cair para valor negativo" (JN - Jornal de notícias), "Rankings: escolas públicas continuam a cair e metade fica aquém do esperado" (Público)... Mesmo assim, para o próximo ano vão continuar a fazer-se mais cortes numa educação fragilizada e cada vez mais para as elites. Quem tem dinheiro dá o melhor que pode aos filhos, quem não tem contenta-se com escolas sem professores, livros escolares com preços absurdos, etc.

Todavia, cortar na educação não parece ser um método utilizado só em Portugal já que Espanha prepara-se para fazer o mesmo através de pequenas coisas como: "Medio millón de alumnos perderán las ayudas para libros de texto".

Basicamente a lógica é esta: Temos que cortar na despensa! Onde? Ora, na Educação, Saúde... quem precisa disso? Os interesses privados são intocáveis. Sim, podem apontar o dedo e chamar-me comuna ou algo semelhante. Não me importa. Não tenho partido e sou capaz de concordar com ideias tanto da direita como da esquerda.

A única coisa que queria é que encontrassem um caminho diferente e que não passe pela destruição de um Estado Social com direitos e deveres e que ao que parece de social começa a ter de muito pouco e os direitos estão sendo esquecidos.